Fala-se e escreve-se por essa Internet fora sobre todo o tipo de utilizações para o Twitter. O passarinho está para ficar. E todos os dias se encontram novas utilizações para um serviço que na sua essência, é muito simples. Basicamente é um sítio onde se colocam mensagens curtas e se podem interligar com mensagens de outros. Mas este artigo não é sobre o funcionamento geral do Twitter. É, sobre uma utilização que tenho vindo a acompanhar (e usar) desde há algum tempo.
O mercado dos freelancers mudou-se quase por inteiro para o twitter. Mais e mais freelancers juntam-se no twitters para trocar experiências, mágoas e trabalhas. Há inclusivé canais de anúncios de oportunidades para freelancers. Na verdade, esta é a tónica dominante face ao mercado. As empresas voltam-se cada vez mais para freelancers. E, acima de tudo, mais e mais profissionais viram-se para uma actividade liberal como freelancer.
Cortam-se os custos, radicalmente. Trabalhando a partir de casa temos menos gastos. Não há transportes, não há refeições fora.
Eu acredito numa explosão do twitter como serviço direccionado aos freelancers. Bem como o aparecimento de um conjunto grande de ferramentas para servir esta nova franja dos utilizadores da Internet. Falta regulamentação, obviamente, da actividade. Mas acredito também que o mercado se irá encarregar de regulamentar e auto-defender. Para já, o twitter apresenta-se como mais um canal. Sempre disponível. A todas as horas e em todos os fusos horários do mundo.
Espero bem que se construeam as condições necessárias para que este tipo de empreendorismo subsista como uma forma de vida comum. A economia precisa de freelancers, principalmente numa altura de crise e recessão. Cá vamos estando nós, os freelancers.
sábado, 29 de novembro de 2008
O Twitter é o novo canal de divulgação dos Freelancers
Postado por Ricardo às 14:48 0 comentários
Marcadores: Freelancers, Internet, Tendências, Twitter
domingo, 16 de novembro de 2008
A blogosfera morreu, e a culpa é do Google!
A blogosfera está a morrer. Esta é uma tese defendida por muitos. E eu partilho essa opinião. Aquela fúria, aquele fogo que corria e varria os textos de lés a lés por todos esses blogs desapareceu. O que aconteceu? Numa palavras simples: Adsense!E no início, reinavam as ideias...
Quem, como eu, conheceu a blogosfera de há 5 ou 6 anos sabe que ter um blog não era simples. Os bloggers esforçavam-se, pensavam e trabalhavam afincadamente em cada conteúdo que criavam. Era a transição da palavra escrita no papel para a palavra digital. Experimentava-se a liberdade de expressão em toda a sua extensão. Havia o pipi, e outros que se mantiveram mais ou menos no anonimato. Falava-se, dizia-se e até ofendia-se. Mas era assim. Simples e directo. As ideias acima de tudo. O conteúdo, por excelência líder pelo seu valor.
E depois, veio o Google...
Com a massificação dos blogs, principalmente pelo blogger.com, uma outra era se iniciou. A guerra era outra. A necessidade de produzir. Mais e mais. Ter "coisas" frescas sempre. Para que os leitores, ávidos de informação voltassem uma e outra vez. Por vezes 4 ou 5 vezes por dia. Tinhamos de produzir para as pessoas virem. Mais que isso, o grande search engine, Google, premiava a quantidade de informação. Os mais actualizados eram mais visitados pelo indexador chamado Google Bot. E mais blogs surgiram. E com isso chegou o plágio. A copia integral de conteúdos. Pessoas que estudavam as variações na tabela e o comportamento do Google Bot, criando técnicas para o "enganar". Era a época do Black Hat.
E depois, ganhava-se dinheiro...
A publicidade em blogs e diversas páginas fazia-se de forma directa. Eu, como anunciante, contactava o "dono" de um site e propunha "alugar" um espaço a troco de alguns euros ou dólares. Depois o Google apresentou o Adsense. E tornou-se o maior mediador de publicidade do mundo virtual. O "dono" do conteúdo não precisava de procurar quem estivesse interessado no seu site. Nem sequer precisava de ter muito conteúdo. Simplesmente criava-se um site, adicionava-se o código do Adsense e pronto. Iamos adicionando artigos, uns nossos mas a grande maioria copiados daqui ou dali (ou "reciclados"), e os anúncios apareciam como por magia.
E as técnicas de Black Hat tornavam-se cada vez mais agressivas à medida que o algoritmo do Google Bot tornava-se mais inteligente. E à medida que ia penalizando as técnicas de Black Hat, novas ia surgindo. E a Internet ficou saturada de tanta conteúdo reciclado, roubado, inútil ou simplesmente... parvo. A corrente do "ganhe dinheiro depressa" invadiu os espaços e por todo o lado surgem novos sacerdotes da fortuna da Internet. Inutilidades.E agora, temos o vazio...
Agora, a blogosfera está vazia de mentalidade. Não há opiniões. Está canibalizada por barões do conteúdo reciclado que nada fazem para inverter a situação. Chegou a altura de esperarmos pela nova corrente. Pelo novo canal de informação. Será o Microblogging o futuro? Estas perguntas ainda demorarão algum tempo a ter resposta. Para já, a certeza fica: A Blogosfera está morta e a culpa é do Google!
Postado por Ricardo às 01:13 5 comentários
Marcadores: Blogging, Blogosfera, Internet
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Sapo Codebits
E amanhã vai começar o codebits. A ansiedade mata-me. Estou desejoso por saber o que se vai passar por lá. Decerto que nos esperará um grande evento. Vi que existe uma montanha de equipamento disponível para testarmos e brincarmos. Vai ser bom, tenho a certeza.
O fenómeno #Anita (take 2)
Sinto-me na obrigação de explicar de onde vem todo este movimento sobre a #Anita.
Anita é um nome em Português de uma personagem de livros infantis chamada Martine. Esta personagem foi criada em 1923 por Gilbert Delahaye e ilustrado por Marcel Marlier. Os títulos desta obras invariávelmente começam pelo nome da personagem seguido de uma aventura. Títulos como "Anita dona de casa" ou "Anita perdo o seu cão", na versão portuguesa, claro.
Ora pegando nesta temática, os utilizadores Portugueses do Twitter decidiram começar a inventar nomes alternativos para obras da Anita. Títulos tais como "Anita arruma carros" ou "Anita sai da desintoxicação" surgiram numa alternativa.
Isto só por si não constituiria novidade. Mas a verdade é que todos começaram a falar da #Anita ao ponto de estar melhor cotado no Twitter que o próprio Obama. A comunidade Portuguesa chegou mesmo a causar períodos de descontinuidade do serviço. Tudo por causa da pobre #Anita.
Blogs e Twitter, será uma batalha?

Já ninguém pode ficar indiferente ao pardalito (também conhecido como Twitter). Muitas são as utilizações deste serviço. Os seus criadores, quando tiveram esta ideia, nunca imaginaram que iria ter o impacto que tem. E teve impactos a todos os níveis inclusive na linguagem onde foi criado: o Ruby.
O Ruby e o Ruby on Rails são considerados os "New Kids on the Block". Uma linguagem recente que tem vindo a ganhar adeptos por todo o mundo, a uma velocidade impressionante. O Twitter funciona um pouco como "showcase" desta linguagem. É, provavelmente, a aplicação mais difundida e mais falada das novas aplicações de Ruby.
Mas agora, coloca-se a grande questão: Qual será o futuro deste serviço?
Muitos apontam-no como o fim do blogging tal como o conhecemos. E de certa forma é. Na minha opinião, é apenas o fim do blogging distanciado. Onde o blogger é alguém que desconhecemos. Está algures numa cave protegido por uma agência secreta que nem sigla tem. E de vez em quando regurgita pérolas de saber que todos correm para ler e saborear (que imagem horrível.. adiante...).
O Twitter traz o blogger para o contacto directo com os leitores. Ele está ali, de facto, lançando pequenas mensagens de 140 caracteres. Responde directamente a contactos, provocações e até a pedidos de orçamento para trabalho. Muitos são os negócios que se assentam no Twitter para florescer. Opiniões passam, questões discutem-se, por todos. Desde o mais comum e banal dos mortais até ao dono da empresa mais poderosa. O Twitter serve como porta de entrada para todas estas opiniões. Desde as mais simples e disparatadas até às mais complexas. Serve de porta de entrada para os bloggers. Para anunciarem quando há posts novos nos seus projectos. Até já vi uma cantina de uma universidade usar o Twitter para anunciar o que são os pratos dos dias diariamente.Este serviço é o complemento que se procurava e que faltava à blogosfera. A componente de "tempo-real" que estava a fazer tanta falta. Agora, para muitos, utilizar e publicar a sua conta de Twitter é um acto de coragem. De publicamente dizerem que estão ali, naquele espaço, prontos a receberem questões directas. E, acima de tudo, que estão prontos
a responder. Ou então, fica a prova provada que não têm essa coragem. Que apenas versejam opiniões quando têm a "rede de segurança" e que podem ler e reler antes de publicarem. Para que nada saia em falso. Para nunca se porem em cheque.O Twitter, de novo na minha opinião, fica a funcionar como uma peneira. Algo que poderá ser usado para separar uns, dos outros. Talvez não em Portugal, que somos demasiado levados pela vaidade, pelo nome, pela exposição glamorosa. Mas no mundo já se sente isso. E, provavelmente, cá será apenas uma questão de tempo. Seja qual for o desfecho, o panorama da rede nunca mais será o mesmo a partir de agora.
Postado por Ricardo às 13:58 0 comentários